LAGOA DE MONTANHAS

LAGOA DE MONTANHAS

terça-feira, 12 de agosto de 2014

ENTREVISTA DE AÉCIO NEVES AO JORNAL NACIONAL

O Jornal Nacional abre hoje a série de entrevistas, ao vivo, com os principais candidatos à Presidência da República. Nós vamos abordar os temas polêmicos das candidaturas e também confrontar os candidatos com o seu desempenho em cargos públicos. Nas próximas semanas, os candidatos estarão também no Bom Dia Brasil e no Jornal da Globo.

O sorteio realizado com a supervisão de representantes dos partidos determinou que o candidato do PSDB, Aécio Neves, seja o entrevistado de hoje.
William Bonner: Boa noite, candidato.
Aécio Neves: Boa noite, Bonner. Boa noite, Patrícia. Boa noite, brasileiros de todas as partes do país, que nos ouvem aqui hoje. Prazer enorme estar aqui.
William Bonner: Obrigado. O tempo total da entrevista é de 15 minutos, dos quais nós reservamos o último minuto e meio para que o candidato fale resumidamente, claro, sobre os projetos que ele considera prioritários caso seja eleito. E o tempo começa a ser contado a partir de agora. Candidato, quando o senhor critica a situação da economia brasileira, o senhor tem dito que, seja quem for o presidente eleito para o ano que vem, vai ter que fazer uma arrumação da casa. O senhor já mencionou choque de gestão, redução de número de ministérios, redução de cargos comissionados. O senhor já falou em combate a desperdícios. Mas economistas que concordam com o seu diagnóstico para a economia brasileira dizem que essas medidas que o senhor tem anunciado não bastam, elas não seriam suficientes para resolver. Que seria necessário que o governo fizesse um corte profundo de gastos. Que seria necessário que o governo também eliminasse a defasagem de tarifas públicas como preço da gasolina e energia elétrica. A questão é a seguinte: o senhor não vai fazer essas medidas que os economistas defendem? Ou o senhor está procurando não mencionar essas medidas, porque elas são impopulares?

Aécio Neves: Bonner, eu tenho dito em todos os fóruns e aqui, a vocês, de forma muito clara. Vou tomar as medidas necessárias a que o Brasil retome o ritmo de crescimento minimamente aceitável. Não é adequado, não é compreensível que um país com as potencialidades do Brasil seja o lanterna do crescimento na América do Sul. E estejamos aí de novo com aquela agenda que achávamos já derrotada há tempos atrás, como a da inflação, de novo a atormentar a vida do cidadão, da cidadã brasileira. Eu tenho tido a oportunidade de me reunir, Bonner, com alguns dos mais talentosos economistas do Brasil. Mas, na outra ponta também, eu tenho conversado com as pessoas. O que o brasileiro quer? Transparência. Um governo que tenha coragem de fazer aquilo que seja necessário. Nós vamos, sim, enxugar o estado. Não é admissível, não é razoável que nós tenhamos hoje 39 ministérios. Não apenas pelo custo dos ministérios, mas pela incapacidade deles de apresentarem resultados, entregarem serviços de qualidade às pessoas. E estejamos hoje vivendo uma política externa, cujo o alinhamento ideológico é prioridade sobre o pragmatismo, sobre o interesse real do Brasil e da nossa economia. E tudo isso levou a uma crise de confiança muito grande no Brasil.

William Bonner: Mas o senhor não respondeu a minha pergunta. A minha pergunta é se entre essas necessidades se inclui a redução dos gastos públicos e o fim dessa defasagem das tarifas de energia e gasolina.

Aécio Neves: Não, eu respondo com absoluta clareza. Começando do final. No meu governo vai haver previsibilidade em relação a essas tarifas e em todas as medidas do governo. Ninguém espere no governo Aécio Neves o pacote A, o PAC disso, o PAC daquilo. Ou algum plano mirabolante.

William Bonner: Mas o senhor vai aumentar as tarifas?

Aécio Neves: Nós vamos tomar as medidas necessárias. É óbvio que nós vamos ter que viver um processo de realinhamento desses preços. Quando e como? Obviamente, quando você tiver os dados sobre a realidade do governo é que você vai estabelecer isso. Eu não vou temer tomar aquilo que seja necessário. As medidas necessárias para controlar a inflação, retomar o crescimento e, principalmente, Patrícia e Bonner, a confiança perdida no Brasil. Porque essa desconfiança em relação ao nosso país afugenta os investimentos. E os investimentos indo embora, os empregos vão embora. Olha, o saldo da balança comercial de manufaturados, dos produtos que mais agregam valor, produzidos no Brasil, no ano passado, foi negativo em R$ 107 bilhões. Sabe o que isso significa? Que os empregos que deveriam estar sendo gerados no Nordeste brasileiro, no Centro-Oeste, no Norte, estão sendo gerados na Ásia e em outras partes do mundo. Isso tem que acabar.

Patrícia Poeta: Candidato, o seu partido é crítico ferrenho de casos de corrupção que envolvem o PT. Mas o seu partido também é acusado de envolvimento em escândalos graves de corrupção. Como é o caso do mensalão mineiro e também do pagamento de propina a funcionários públicos pelo cartel de trens e metrôs de São Paulo. Isso para citar dois exemplos. Toda vez que escândalos como esses vêm a público, tanto o PT quanto o PSDB usam o mesmo discurso. Um discurso óbvio e correto. Que tudo tem que ser investigado, que se houver culpado tem que ser punido. Por que o eleitor iria acreditar que exista diferença entre os dois partidos quando o assunto é esse: corrupção?

Aécio Neves: Patrícia, eu acho que a diferença é enorme. Porque no caso do PT houve uma condenação pela mais alta corte brasileira. Estão presos líderes do partido, tesoureiros do partido, pessoas que tinham postos de destaque na administração federal, por denúncia de corrupção. Eu nunca torci para ninguém ser preso. Sendo aliado ou adversário. Apenas torcia sempre e esperava que a Justiça se manifestasse. Em relação ao PSDB ou aqueles sem partido, se tiverem denúncias que sejam consistentes, têm que ser investigadas e têm que responder por elas. O que eu posso garantir é que, no caso do PSDB, se eventualmente alguém for condenado, não será, como foi no PT, tratado como herói nacional. Porque isso deseduca. Portanto, todos os partidos estão aí e têm a possibilidade de ter nomes que sejam envolvidos em quaisquer denúncias. Apuração e punição: é isso que esperam os brasileiros, independente da filiação partidária.
Patrícia Poeta: Mas candidato, vamos pegar um exemplo aqui: Eduardo Azeredo, que foi um dos principais acusados de ser beneficiado no escândalo do mensalão mineiro, renunciou e por isso não foi julgado ainda. Ele está ao seu lado, no seu palanque, apoiando essa campanha eleitoral. Isso de uma certa forma lhe causa algum desconforto, não é passar a mão na cabeça das pessoas, de alguém do partido, um réu, nesse caso?

Aécio Neves: Ele está me apoiando, você colocou bem, Patrícia, não é o inverso. Ele é um membro do partido e que tem a oportunidade de se defender na Justiça, vamos aguardar que a Justiça possa julgá-lo, se condenado, ele vai ser punido, mas eu não prejulgo, não prejulguei os petistas, não vou prejulgar os tucanos. O que eu posso te dizer e reitero aqui: independente do partido político, eu acho que qualquer cidadão tem que responder pelos seus atos. E o Eduardo vai responder pelos dele. Vamos deixar que ele possa se defender.

William Bonner: Candidato, quando o senhor era governador do estado de Minas Gerais, o senhor construiu um aeroporto no município de Cláudio, a sua família tem uma fazenda a seis quilômetros desse aeroporto e a pista foi construída ao lado de terras do seu tio-avô. O senhor já disse diversas vezes que não houve nenhuma irregularidade nisso, que as terras eram públicas, porque já tinham sido desapropriadas, inclusive a sua família discorda do valor arbitrado para essa desapropriação, contesta esse valor, considera injusto, está na Justiça. O senhor disse também que o aeroporto foi criado pelo senhor para beneficiar a economia da região. E desde que esse assunto surgiu, o único erro que o senhor admite ter cometido, eu vou ler as suas palavras, o senhor disse que ‘viu aquela obra com os olhos da comunidade local e não da forma como a sociedade a veria à distância’. Eu pergunto: mesmo aos olhos da comunidade local, candidato, o senhor considera republicano construir um aeroporto que poderia ser visto como um benefício para a sua família, no mínimo, por valorizar as terras dela?

Aécio Neves: Bonner, eu tenho que agradecer muito a oportunidade que você me dá de tocar nesse tema. Esperava ter essa oportunidade para fazê-lo. O meu governo foi um governo republicano, foi um governo absolutamente transparente. Eu transformei Minas Gerais num estado, Bonner, que tem a melhor educação do Brasil no ensino fundamental, a melhor saúde de toda a Região Sudeste. Nós ligamos num planejamento, aliás, algo em falta hoje no plano federal, todas as cidades mineiras que não tinham asfalto, 225 cidades foram ligadas por asfalto no meu governo. Quatrocentos e cinquenta cidades não tinham telefonia celular, eu fiz a primeira PPP do Brasil e liguei essas cidades ao desenvolvimento através da telefonia celular e fiz um programa chamado ProAero que ligou 29 cidades de um total de 92 aeroportos que existem espalhados por Minas, você sabe que Minas é o estado que tem o maior número de municípios, somos 853, como instrumento do desenvolvimento regional, e, veja bem, nesse caso, especificamente, se houve algum prejudicado foi esse meu tio-avô, porque o estado avaliou aquela área em R$ 1 milhão, ele reivindica na Justiça R$ 9 milhões, não recebeu R$ 1 até hoje. Foi feito assim de forma transparente, absolutamente republicana, e a população daquela localidade sabe a importância desse aeródromo, uma pista asfaltada.
William Bonner: Mas candidato, essa questão produziu muita polêmica porque, imediatamente, levantou-se uma suspeita sobre o benefício a sua família, que o senhor diz não ter havido. E o senhor tem algum tipo de constrangimento ético pelo fato de ter utilizado essa pista quando visitou a fazenda da sua família?
Aécio Neves: Não, não tenho, até porque não sabia que essa pista não estava homologada, aliás essa é uma questão.

William Bonner: Perdão, mas não se trata da questão da homologação. A homologação é uma questão burocrática. A minha pergunta é sobre usar um aeroporto que foi construído pelo estado de Minas Gerais para visitar uma fazenda sua. Isso não lhe constrange?

Aécio Neves: Bonner, eu visitei praticamente todos os aeroportos de Minas Gerais, trabalhando como governador do estado e o fato central é esse, que a Anac, porque é muito aparelhada hoje, nós sabemos a origem das indicações da Anac, durante três anos não conseguiu fazer o processo avançar e homologar o aeroporto. Bonner, o meu governo é reconhecido em Minas Gerais como o governo transformador. Eu deixei Minas com 92% de aprovação e é exatamente essa experiência republicana, correta, transparente do meu governo que eu quero implementar no Brasil. Não há nenhum constrangimento, Bonner.

William Bonner: Para fechar essa questão: o que vale mais, uma fazenda com um aeroporto ao lado ou uma fazenda sem um aeroporto ao lado?

Aécio Neves: Olha essa fazenda que você se refere, é uma fazenda que está na minha família há 150 anos, tem lá 14 cabeças de gado. Essa é a grande fazenda. É um sitio que valorizado ou não, Bonner, é um sítio onde a minha família vai, eventualmente, nas férias, ali ninguém está fazendo um negócio. Essa cidade precisava desse aeroporto como todas as outras que tiveram investimentos em Minas Gerais, eu nunca na minha vida inteira fiz nada aquilo que eu não pudesse defender de cabeça erguida. Criou-se em torno desse caso uma celeuma, que você próprio deve estar surpreso agora, é um sítio da nossa parte talvez de 30 alqueires, algo absolutamente familiar, pequeno. Nada a ver com esse aeroporto, até porque nesse local já havia uma pista que eu poderia ter descido numa pista que estava lá há mais de 20 anos.

Patrícia Poeta: Candidato, vamos falar de programas sociais. O senhor tem dito que vai manter alguns dos principais programas sociais do governo atual, como é o caso do Bolsa Família, o ProUni, o Pronatec, o Mais Médicos e também a política de reajuste do salário mínimo. A sensação que dá para muitos eleitores, é que o senhor, sim, aprova o desempenho do PT nessa área, na área social. Por que então esses eleitores iriam querer mudar de presidente?
Aécio Neves: Porque a verdade é essa, Patrícia. Todos percebemos de forma muito clara que o Brasil parou de crescer. Os empregos de boa qualidade deixaram de ser gerados aqui. E até os de baixa qualidade também, segundo os últimos dados oficiais, estão deixando de acontecer. A grande realidade é que administrar, e olha que eu fui um governador razoavelmente exitoso, é transformar, e transformar para melhor as boas experiências. O que é o Bolsa Família, Patrícia? O Bolsa Família é a junção do Bolsa Escola, do Bolsa Alimentação, do Vale Gás, que vieram do governo do presidente Fernando Henrique, e corretamente o presidente Lula os unificou e adensou. Não só vou continuar com o Bolsa Família, como eu quero que, além da privação da renda, as pessoas que o recebem possam ter uma ação do estado, para que outras carências de saneamento, de educação, de segurança, possam também ser sanadas. O Prouni é uma inspiração de uma experiência do governo de Goiás. Todo mundo, de alguma forma, copia e aprimora e ninguém tem que ter vergonha disso. O meu governo, ele vai ser renovador no padrão ético, no padrão moral, em relação a esse governo, e vai ampliar as boas políticas. Mas certamente vai ser um governo que vai resgatar a capacidade de o Brasil crescer.

Patrícia Poeta: O senhor quer manter e aprimorar esses programas sociais.
Aécio Neves: É isso que deve fazer o bom gestor.
Patrícia Poeta: Candidato, como é que o senhor explica o desempenho no campo social de um estado rico como Minas Gerais que, hoje, sustenta o menor Índice de Desenvolvimento Humano de toda a Região Sudeste e ocupa a nona posição no ranking nacional, entre todos os estados brasileiros. Estava em oitava posição anos atrás e agora está em nona posição.

Aécio Neves: Patrícia, estes números têm que ser vistos no seu conjunto. Minas Gerais avançou e avançou muito. Agora Minas tem no nosso território, incrustado no nosso território, o Vale do Jequitinhonha, o norte mineiro, o Mucuri, que é uma região, que, historicamente, tem um IDH menor do que a média do Nordeste. O grande esforço do nosso governo foi reduzir essas diferenças. E fizemos isso. Minas tem hoje a melhor educação fundamental do Brasil, mesmo sendo um estado heterogêneo, e não sendo o mais rico dos estados brasileiros. A melhor saúde de toda Região Sudeste. E é um estado que se desenvolve muito. Qual que é a questão específica? Nós tivemos um momento ruim, de determinadas atividades econômicas nossas, que perderam valor, como minério e o café. Essa sazonalidade existe. Mas Minas é hoje referência, não apenas no Brasil, mas fora do Brasil, pelos organismos internacionais, como Banco Mundial, de um modelo a ser seguido, de um estado com sensibilidade social e com gestão profissional.

William Bonner: O senhor mencionou já duas vezes a saúde em Minas Gerais, o senhor tem dito que é a melhor do Sudeste, a quarta melhor do Brasil. No entanto, os analistas que se debruçaram sobre investimentos públicos na saúde de Minas afirmam que isso foi muito mais resultado de investimentos da União e de municípios do que do estado. O senhor não considera a saúde uma prioridade também de governos estaduais, candidato?

Aécio Neves: Absoluta. O que nós fizemos em Minas, Bonner, é transformador. Qualquer especialista nessa matéria reconhece isso. Eu estive há poucos dias atrás reunido na USP. Com a diretora da USP e outros renomados especialistas em saúde pública. No meio da reunião, vou aqui confidenciar isso, a diretora da USP disse pra mim o seguinte: ‘Aécio, você não tem nada o que aprender conosco aqui sobre saúde pública, não. O que vocês fizeram em Minas foi transformador’. Seja em relação à saúde preventiva, onde nós dobramos os números de equipe do programa Saúde da Família, quanto na qualificação dos hospitais através do Pro-Hosp, na preparação das pessoas. Saúde é prioridade para qualquer governo responsável e será no nosso.
Patrícia Poeta: Candidato, nosso tempo está acabando. Última pergunta. Dos projetos que o senhor tem para o país, quais seriam os prioritários?

Aécio Neves: Na verdade, Patrícia, eu quero governar o Brasil para iniciar um novo ciclo de desenvolvimento no país, um ciclo que concilie ética com eficiência. Sem dúvida alguma os quadros que nós temos à nossa disposição e a coragem que teremos para fazer o que precisa ser feito é que permitirá que, no nosso governo, o Brasil volte a crescer. Mas eu quero melhorar o Brasil é para a dona Brenda, que eu conheci essa semana, lá nas margens do Rio Negro, no Amazonas, que quer um posto de saúde melhor na sua comunidade. Ou para o seu Severino, lá de Mauriti no Ceará, que espera que as obras do São Francisco possam chegar perto da sua casa, ele já acha que só os seus netos é que verão. Eu quero que a Suelen, lá de Campina Grande, que eu conheci no ano passado, continue vendendo na feira como vendia, não vende mais porque a inflação está aí a perturbar a vida de todos. Eu quero fazer um governo para as pessoas, um governo responsável, corajoso, mas que pense naquele que mais precisa da ação do estado. Por isso, eu, neste instante, peço a você que está nos ouvindo, o voto, o seu apoio para transformarmos de verdade o Brasil. Vocês vão se orgulhar muito disso.

Patrícia Poeta: Obrigada pela sua participação aqui na bancada do Jornal Nacional. Lembrando que amanhã o entrevistado ao vivo aqui no Jornal Nacional será o candidato do PSB, Eduardo Campos.

sábado, 9 de agosto de 2014

MAIS UM FENOMENO DA SUPERLUA NESTE DOMINGO


Cristiano Estrela/Agência RBS
Superlua é o nome dado a um fenômeno em que a Lua aparece maior e mais brilhante no céu.
Olhar a lua neste domingo (10) vai ser muito mais interessante. Isso por que a superlua – nome dado a um fenômeno em que a Lua aparece maior e mais brilhante no céu – no domingo.

Os brasileiros podem observá-la melhor assim que o satélite nascer por volta das 18h, na direção leste.
A Lua vai ficar a 356.896 quilômetros da Terra.  A distância média é de aproximadamente de 380.000 quilômetros. Ainda há uma expectativa é que o satélite aparente estar 14% maior e 30% mais brilhante que em uma lua cheia é normalmente.

O fenômeno acontece quando o perigeu lunar, ponto da órbita no qual o satélite está o mais próximo possível da Terra, coincide com o ápice da Lua cheia.

Uma superlua, nome dado a um fenômeno em que a Lua aparece maior e mais brilhante no céu, poderá ser vista neste domingo.

O ápice da superlua vai ser às 15h09 (em Brasília), quanto a Lua ainda não pode ser vista no Brasil, mas o efeito permanecerá durante a noite.
Por isso, a recomendação é observar o satélite no início da noite, para aproveitar uma "ilusão de ótica" que a faz parecer maior.

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

MAIS UM INSTITUTO DE PESQUISA DIVULGA NÚMEROS PARA A ELEIÇÃO NO RN

O candidato do PMDB, Henrique Alves, entretanto, venceria a eleição, com 28,2% dos votos, contra 26,4% do candidato do PSD, Robinson Faria


Foto: Divulgação
Foto: Divulgação
 
http://jornaldehoje.com.br/
Alex Viana
Repórter de Política

O Instituto GPP, de São Paulo, apontou empate técnico na medição da intenção de voto do eleitor potiguar na disputa pelo governo do Rio Grande do Norte. Os dados foram revelados esta manhã, no Jornal da Cidade, da FM 94. A Rádio Cidade foi a contratante da pesquisa. De acordo com os números, se a eleição para governador do Estado fosse hoje, haveria empate técnico entre os principais postulantes ao cargo.
O candidato do PMDB, Henrique Alves, entretanto, venceria a eleição, com 28,2% dos votos, contra 26,4% do candidato do PSD, Robinson Faria. Com esse percentual, Henrique teria 49% dos votos válidos, contra 45,5 de Robinson, fato que significaria a realização de um novo turno eleitoral, no último domingo de outubro.
Entre os demais postulantes ao cargo de governador, Robério Paulino (PSOL) aparece melhor situado, com 2% das intenções de voto. Ele é seguido por Simone Dutra (PSTU), com 1%, e Araken Farias (PSL), com 0,3%. Brancos e Nulos somaram 21,3% e não souberam optar, 20,08%.
O Instituto GPP ouviu 600 pessoas em todo o RN, com uma margem de erro de 4%, para mais, ou para menos. O levantamento foi realizado entre os dias 1º e 4 de agosto. Os dados não contemplaram a rejeição aos candidatos, nem houve levantamento com pesquisa não estimulada.
REGIÕES
Por regiões, a pesquisa GPP revela que Robinson vence em Natal, a capital do Estado. Ele teria 22,9% dos votos, contra 20,7% de Henrique. O peemedebista, entretanto, se recupera na Grande Natal, com 31,5%, e no interior, com 30,6%, ante 25,7% e 28,1%, de Robinson, respectivamente.
Segundo o GPP, houve aumento do número de eleitores que estão com voto consolidado para as eleições deste ano. Em junho, o percentual dos que não mudariam o voto de jeito nenhum era de 38,3%, ante 41,8% em agosto. O instituto aponta que 36,9% dos eleitores ainda estão com o voto indefinido.
ESTAGNAÇÃO
A pesquisa do Instituto GPP revela, ainda, que praticamente não houve mobilidade de pontuação entre os candidatos, no comparativo com a pesquisa anterior do mesmo instituto, de junho. No primeiro levantamento, Henrique tinha 28%, Robinson, 26,9%, Robério 0,3%, Simone 2,1% e Araken, 1,3%. Brancos e nulos somavam 26%, não souberam ou não quiseram responder, 14,4%.
O nível de conhecimento dos eleitores sobre os candidatos ao governo também foi medido pelo GPP. De acordo com a pesquisa 58,4% dos entrevistados disseram “conhecer bem” o candidato Henrique Eduardo Alves, enquanto que 45,3% afirmara “conhecer bem” Robinson Faria. Entre os que disseram “não conhecer de jeito nenhum”, 13,8% apontaram Henrique, contra 19,8% que indicaram Robinson. Ainda entre os entrevistados, 27,9% disseram conhecer Henrique “só de ouvir falar”, ante 34,9% que selecionaram Robinson.
IMAGEM
Quanto à avaliação da imagem do candidato, Henrique tem a imagem positiva para 47,6% dos entrevistados, contra 42,8% de Robinson. Na imagem negativa, Henrique desponta com 23,7% versus 16,6% de Robinson. Na pesquisa, 28,7% disseram não saber avaliar se Henrique tem imagem positiva, ante 40,6% de Robinson Faria.
RELIGIÃO
Henrique é apoiado pela maioria dos católicos, que representaram 66% dos entrevistados. Nesse grupo, o peemedebista desponta dom com 29,7% de apoios, contra 28,5% de Robinson Faria. Entre os evangélicos, que somaram universo de 18% dos entrevistados, Robinson se sai melhor. Ele tem 23,4% contra 20,8% de Henrique.
No Senado, Wilma vence Fátima por 34% a 28%
Na disputa pelo Senado, a vice-prefeita de Natal, Wilma de Faria (PSB), venceria a eleição se fosse hoje. Segundo o instituto GPP, a pessebista teria 34,5% das intenções de voto, contra 28,9% da deputada federal Fátima Bezerra (PT), sua principal adversária na corrida pela vaga ao Senado pelo Rio Grande do Norte. Professor Laílson (PSOL) teria 2,5%, Roberto Ronconi (PSC) 1,5% e Ana Célia 0,8%. Brancos e nulos somaram 17,1% e não souberam opinar 14,7%.
No meio religioso, Fátima perde para Wilma. Entre os católicos Wilma obtém 36,1% contra 29,1% da petista. No segmento evangélico, Fátima 26,7% das intenções, ante 36% de Wilma. A petista tem mais apoios entre os que se consideram não religiosos, que somam 10,6% dos entrevistados. Nesse universo, Fátima tem o apoio de 26,6% ante 21,9% da pessebista.
Por região, Wilma vence Fátima na capital e no interior. A única parte do estado que a petista leva a melhor é na região metropolitana. Em Natal, a vice-prefeita tem 37,4%, ante 27,2%. Na Grande Natal, Fátima vence Wilma com 32,4% a 27,4%. No interior, é a ex-governadora quem leva a melhor, com placar de 35,2% a 29,9%.
PRESIDÊNCIA
Para presidente da República, a pesquisa GPP revela a liderança da presidente Dilma Rousseff, candidata do PT à reeleição. Se o pleito fosse hoje, a petista venceria no primeiro turno, com 50,1% das intenções de voto. Ela seria seguida por Eduardo Campos (PSB), com 6,3% das intenções, e Aécio Neves (PSDB), com 6,2%.
Pastor Everaldo teria 3,5%, Luciana Genro 0,9%, Eymael 0,4%, Eduardo Jorge 0,2% e Zé Maria 0,3%. Os candidatos a presidente da República Mauro Iasi, Levy Fidelix e Rui Costa Pimenta não pontuaram. Brancos e nulos somaram 16,9%. Não souberam ou não quiseram responder somaram 15,2%.
Já o governo da presidente Dilma Rousseff é desaprovado por 56,8% dos eleitores entrevistados (soma de regular, ruim e péssimo). Já o percentual de potiguares que aprovam a gestão petista é de 41,1% (junção de bom e ótimo)
Rosalba permanece mal avaliada por 92% dos eleitores do RN
A sorte da governadora Rosalba Ciarlini junto à população do Estado continua em baixa, na visão da maioria esmagadora dos eleitores consultados na pesquisa do instituto GPP em parceria com a Rádio Cidade. De acordo com o levantamento, 92,3% dos entrevistados desaprovam a gestão da Democrata.
Entre os que aprovam a gestão de Rosalba estão 7,5% do eleitorado, sendo que, destes, 1,9% consideram o governo dela como ótimo, e 5,6% como bom. A maior desaprovação de Rosalba encontra-se entre os eleitores da capital. Neste segmento do eleitorado, nada menos que 96,1% desaprovação a gestão – um recorde histórico, sem dúvida.
No interior, a democrata é um pouco melhor avaliada. Nesse universo, a governadora é aprovada por 10% dos entrevistados. Na Grande Natal, a aprovação chega a 7,9%. Rosalba é mais mal avaliada entre os que têm entre 25 e 35 anos (94,1%), possuem ensino superior completo (96,2%), ganham acima de cinco salários mínimos (97,8%) e evangélicos (92,7%).

A VERDADE SOBRE ISRAEL E GAZA

25 verdades sobre o assédio de Israel a Gaza. Desde o início dos ataques, pelo menos 10 crianças perderam a vida por dia; cerca de 250 mil pessoas tiveram que abandonar suas casas

menino palestino israel gaza ataque
Menino palestino vítima de ataque israelense é atendido em hospital de Gaza (Foto: Ali Jadallah / APA images)
Salim Lamrani*, Opera Mundi
Ao contrário do que afirmam as autoridades israelenses, o atual bombardeio de Gaza tem como objetivo romper a união nacional entre o Fatah e o Hamas, e impedir a retomada do processo de paz. Confira 25 verdades sobre o assédio de Israel a Gaza:
1. Em 2005, Israel se retirou formalmente da Faixa de Gaza e desmantelou suas colônias de povoamento. Na verdade, o exército israelense dispõe do controle total do espaço aéreo e marítimo do enclave, ocupa uma zona-tampão no interior de Gaza, controla a única zona comercial do território palestino no exterior, assim como a circulação de pedestres em Erez, que liga Gaza à Cisjordânia e a Israel, e mantém os registros de estado civil.
2. Desde 2007, Gaza vive sob bloqueio israelense e egípcio. Segundo a ONG israelense GISHA, os habitantes do enclave são privados de muitos produtos básicos (geleia, vinagre, chocolate, frutas enlatadas, grãos, nozes, bolachas, doces, batatas fritas, gás para bebidas gaseificadas, frutas secas, carne fresca, gesso, asfalto, madeira de construção, cimento, ferro, glicose, sal industrial, recipientes de plástico/vidro/metal, margarina industrial, base de asfalto para cabanas, tecido para roupas, varas de pesca, redes de pesca, cordas para pesca, molinetes e peças de reposição, peças de reposição para tratores, mangueiras, instrumentos musicais, papel formato A4, materiais para escrever, cadernos, jornais, jogos, lâminas de barbear, máquinas de costura e peças de reposição, cavalos, asnos, cabras, gado, pintinhos etc).
3. Com uma superfície de 360 km² e uma população de 1,7 milhão de habitantes, Gaza tem a maior densidade do mundo com mais de 4700 habitantes/km². Em estado de sítio militar, com uma taxa de desemprego de 40% (60% entre os jovens de 15 a 29 anos), 53% da população com menos de 18 anos de idade, a população sobrevive em condições próximas à indigência. Mais de 70% dos palestinos dependem de ajuda humanitária.
4. O sequestro e assassinato de três jovens adolescentes israelenses em junho de 2014 serviram de pretexto para que o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu desatasse uma nova agressão mortífera contra a população civil de Gaza.
5. Até hoje, não existe prova da implicação do Hamas nesse crime. Ao contrário, os dirigentes da organização armada palestina negaram toda a responsabilidade pelo ato. No dia 25 de julho de 2014, Jon Donnison, correspondente da BBC, informou que Micky Rosenfeld, porta-voz da polícia israelense, reconheceu que o Hamas não estava envolvido nos assassinatos e que se tratava, provavelmente, da ação de um “grupo isolado”.
6. Durante os dias que seguiram o rapto dos três jovens judeus, o exército israelense lançou uma ampla operação militar e prendeu cerca de 350 palestinos, entre os quais a maioria dos líderes do Hamas na Cisjordânia – incluindo deputados e o presidente do Parlamento palestino Aziz Dweik – e assassinou cinco pessoas. Além disso, um jovem palestino foi queimado vivo por extremistas israelenses.
7. Em resposta a essa ofensiva militar, o Hamas começou a disparar foguetes contra várias cidades israelenses e exigiu a suspensão do bloqueio contra Gaza prevista nos acordos de cessar-fogo de 2008 e 2012, assim como a liberação dos presos políticos palestinos.
8. A partir de 8 de julho de 2014, Israel lançou a Operação “Margem Protetora” e bombardeou a população civil de Gaza, causando milhares de mortes e mais de 10 mil feridos. O objetivo oficial era destruir os túneis que permitem incursões dos combatentes do Hamas em território israelense.
9. Até o dia 3 de agosto, os incessantes bombardeios do exército israelense provocaram a morte de pelo menos 1439 palestinos, entre os quais 90% são civis e ao menos 250 são crianças, segundo o Escritório de Coordenação de Assuntos Humanitários da ONU.
10. Jon Snow, jornalista do canal de televisão britânico Channel 4, viajou para Gaza e deu seu testemunho: “a média de idade dos habitantes de Gaza é 17 anos. Cerca de 250 mil crianças têm menos de 10 anos. Então, se decidem lançar foguetes e bombardear etc. essa área urbana densamente povoada, matarão crianças inevitavelmente. E é o que Israel faz”.
11. Do lado israelense, segundo as cifras oficiais, 63 soldados e três civis perderam a vida depois dos ataques do Hamas e de outras facções armadas palestinas.
12. No dia 22 de julho de 2014, Majed Bamya, porta-voz da diplomacia palestina, denunciou a hipocrisia ocidental em uma entrevista ao canal de televisão francês France 24: “Deixem-me entender: o Hamas, que nessa agressão israelense e nesta guerra provocou a morte de 27 pessoas, sendo 25 militares do exército de ocupação, seria uma organização terrorista e criminosa, enquanto os que causaram a morte de 530 pessoas, entre as quais 90% eram civis e mais de 100 crianças, seriam o país civilizado nesse conflito? [...] Não é porque existe uma rebelião de escravos que a escravidão é aceitável”.
13. No dia 14 de julho de 2014, o Hamas rejeitou uma proposta egípcia de cessar-fogo, considerando-a uma “rendição”, já que não incluía nem a suspensão do bloqueio nem a libertação dos presos políticos, enquanto ela foi aceita por Israel.
14. No dia 18 de julho, o exército israelense lançou uma invasão terrestre sobre Gaza, para a qual destacou 70 mil soldados.
15. No dia 19 de março, o Hamas apresentou uma proposta de trégua em sete pontos. No dia 24 de julho, o projeto de trégua proposto por John Kerry, secretário de Estado dos Estados Unidos, foi rejeitado por Israel.
16. No dia 28 de julho, um míssil israelense matou 4 crianças que brincavam na praia perto do campo de refugiados de Al-Shati, em frente às câmeras de televisão internacionais, suscitando uma comoção mundial.
17. Desde o começo dos bombardeios, o exército israelense destruiu três escolas das Nações Unidas, causando a morte de dezenas de pessoas, entre as quais numerosas crianças. No dia 23 de julho, um míssil atingiu a escola da Nações Unidas de Beit Hanun. No dia 29 de julho, a escola das Nações Unidas Jabalya foi bombardeada pelo exército israelense, provocando a morte de 16 pessoas, entre as quais pelo menos 6 crianças. Ban Ki-moon, secretário-geral das Nações Unidas, denunciou esse crime e lembrou que “a localização exata dessa escola primária foi comunicada 17 vezes às autoridades israelenses, particularmente durante a noite, apenas algumas horas antes desse ataque”. No dia 3 de agosto, o exército israelense bombardeou uma terceira escola das Nações Unidas em Rafah. Segundo a ONU, “há muitos mortos e feridos”.
18. Segundo a UNICEF, desde o início dos bombardeios, pelo menos 10 crianças perderam a vida por dia. Pernille Ironside, responsável pela UNICEF em Gaza, denunciou o massacre e lembrou que “as crianças são mortas, feridas, mutiladas, e queimadas além de estarem absolutamente aterrorizadas”.
19. Segundo a Organização Mundial da Saúde, cerca de 250 mil pessoas tiveram de fugir das zonas de combate e se encontram atualmente sem teto.
20. Navy Pillay, alta comissária das Nações Unidas para os direitos humanos, acusou Israel de cometer “crimes de guerra” ao bombardear escolas das Nações Unidas e hospitais.
21. Em 31 de julho, Netanyahu mobilizou outros 16 mil soldados adicionais [para o conflito], elevando o número para 86 mil.
22. O Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas adotou uma resolução com uma maioria de 29 votos (17 abstenções, 1 voto contra) que foi apresentada à Palestina, condenando “as violações generalizadas, sistemáticas e flagrantes dos direitos humanos e das liberdades fundamentais”. A resolução exige também colocar a população palestina sob “proteção internacional imediata”.
23. Nos últimos dez anos, Israel construiu ilegalmente mais de 100 mil novas colônias nos territórios ocupados, violando o direito internacional, e detém atualmente mais de 6 mil presos políticos palestinos.
24. Apesar dos pedidos por um cessar-fogo, os Estados Unidos e a União Europeia seguem apoiando econômica e militarmente Israel, apesar das reiteradas violações do direito internacional e dos crimes de guerra atualmente cometidos em Gaza. Por sua vez, a América Latina adotou uma posição diferente, exigindo que se interrompam as hostilidades, a suspensão do bloqueio e a retomada do diálogo entre as duas partes. Em um comunicado conjunto, os presidentes do Brasil, da Argentina, do Uruguai e da Venezuela “condenaram de forma enérgica o uso desproporcional da força por parte do exército israelense na Faixa de Gaza, que afeta majoritariamente civis, incluindo crianças e mulheres”. Brasil, Equador, Chile e Peru retiraram seus embaixadores de Israel. Cuba, Venezuela e Bolívia já romperam suas relações diplomáticas.
25. Na verdade, a Operação “Margem Protetora” não tem como objetivo destruir os túneis que serão inevitavelmente reconstruídos enquanto dure o bloqueio, a menos que aconteça uma nova ocupação militar de israelense em Gaza. Essa nova agressão militar contra uma população sem defesa é destinada a romper a união entre o Fatah e o Hamas, que formaram um governo de união nacional no dia 2 de junho de 2014 – iniciativa aplaudida pelos Estados Unidos e pela comunidade internacional, mas rejeitada por Israel – com a finalidade de impedir a criação de um verdadeiro Estado palestino e continuar, assim, sua política de colonização. A única solução para o conflito israelense-palestino é de ordem política e transita pelo respeito ao direito internacional, isto é, pela aplicação da resolução do Conselho de Segurança das Nações Unidas número 242 de 22 de novembro de 1967, com retirada total do exército israelense de Gaza, da Cisjordânia e de Jerusalém Oriental, desmantelamento de todas as colônias ilegais, respeito às fronteiras de 1967 e retorno dos refugiados palestinos. Somente o diálogo e a negociação entre as duas partes permitirão o estabelecimento de uma solução pacífica com dois Estados.

quarta-feira, 30 de julho de 2014

HENRIQUE E WILMA LIDERAM PESQUISA DE INTENÇÃO DE VOTO



ESTIMULADA PARA O GOVERNO
Henrique Alves – 37,06%
Robinson Faria – 22,71%
Robério Paulino- 1,18%
Araken Farias– 0,71%
Siomone Dutra –0,41%
Nenhum – 18,88%
Não sabem – 19,06%

A pesquisa 96FM/Consult foi registrada na Justiça Eleitoral com o protocolo 008/2014. Em 58 municípios potiguares foram entrevistadas 1.700 pessoas, desde o último sábado até a última segunda-feira. A margem de erro é de 2,3% para mais ou para menos.
Registro no TSE 261/2014.

ESTIMULADA PARA O SENADO FEDERAL
Wilma de Faria – 39,35%
Fátima Bezerra – 28,29%
Professora Ana Célia – 0,76%
Roberto Ronconi – 0,53%
Professor Lailson – 0,29%
Nenhum – 14,53%
Indecisos – 16,24%
A pesquisa 96FM/Consult foi registrada na Justiça Eleitoral com o protocolo 008/2014. Em 58 municípios potiguares foram entrevistadas 1.700 pessoas, desde o último sábado até a última segunda-feira. A margem de erro é de 2,3% para mais ou para menos.
Registro no TSE 261/2014.

PANORAMA POLITICO TN



BAIA FORMOSA RECEBE ETAPA DO SUL AMERICANO DE SURF

Por Natal
Comente agora
Baía Formosa, a 96 km de Natal, será palco da primeira etapa do ASP South America Pro Junior Series 2014. O Red Nose Pro Junior será realizado de 8 a 10 de agosto, e cerca de 50 surfistas da nova geração já garantiram participação. Os dois últimos campeões sul-americanos da categoria para surfistas com até 20 anos de idade também estão confirmados. O catarinense Luan Wood defende o título conquistado no Peru, em 2013. Já o campeão de 2012, o potiguar Ítalo Ferreira, vai competir em casa nas direitas do Pontal de BF, onde iniciou no esporte.
Ítalo Ferreira - surfista profissional (Foto: Fabriciano Jr/Dendê)Ítalo Ferreira tem a chance de vencer etapa do Sul-Americano em casa (Foto: Fabriciano Jr/Dendê)


Luan Wood está na Califórnia para disputar a prova da categoria sub-20 de um dos maiores campeonatos do mundo, o Vans US Open of Surfing, em Huntington Beach, que na mesma semana vai promover uma etapa do WCT feminino e uma masculina do ASP Prime. Depois, Luan Wood volta ao Brasil e parte para o Rio Grande do Norte para iniciar a corrida pelo bicampeonato sul-americano Pro Junior.

Ítalo Ferreira faturou o título no ranking do Circuito Sul-Americano de 2012, mas não participou da única etapa realizada no ano passado em Lobitos, no Peru. Com isso, ficou de fora do Mundial Pro Junior de 2013, que pela primeira vez foi realizado no Brasil e teve Gabriel Medina como campeão na Praia da Joaquina, em Florianópolis. O potiguar agora vai começar a disputa pelas quatro vagas no time sul-americano para o próximo Mundial Pro Junior em casa.

O surfista de Baía Formosa também está começando a competir em etapas profissionais do ASP Qualifying Series e conseguiu dois bons resultados nas três provas que participou esse ano, chegando às semifinais no ASP 6-Star do México e no ASP 3-Star da Argentina. No momento, ele ocupa a 44ª posição no ranking que indica dez surfistas para a elite dos top-34 do ASP World Championship Tour.
Pontal de Baía Formosa (Foto: Eros Sena/Terral Filmes)Pontal de Baía Formosa é um dos principais picos do Rio Grande do Norte (Foto: Eros Sena/Terral Filmes)


Além dos campeões sul-americanos, também são fortes concorrentes ao título do Red Nose Pro Junior em Baía Formosa o peruano Juninho Urcia, vice-campeão na final contra Luan Wood no ano passado, o argentino Facundo Arreyes e os brasileiros Matheus Navarro, Deivid Silva, Yan Daberkow e Pedro Neves.

Segunda etapa feminina

Entre as meninas já inscritas no Red Nose Pro Junior, apenas quatro estão no ranking 2013 da ASP South America por terem competido no ano passado em Lobitos, no Peru: a peruana Vania Torres, a argentina Josefina Ane e as brasileiras Marina Rezende e Karol Ribeiro. Elas também participaram da primeira etapa feminina deste ano em San Bartolo, no Peru. A melhor foi Vania Torres, que só parou nas semifinais e ocupa a terceira posição no ranking sul-americano Pro Junior de 2014. As duas brasileiras ficaram nas quartas de final e dividem a quinta colocação, enquanto a argentina perdeu uma fase antes e ficou em nono lugar.

CANDIDATOS "BIZARROS" TAMBEM DISPUTAM NOSSO VOTO AQUI NO RN




CRÉDITOS PARA O JORNAL DE HOJE

Candidatos com nomes esquisitos e até bizarros disputam eleição 2014 no Estado

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Ciro Marques
Repórter de Política
A disputa eleitoral não pode ser considerada igual para todos os que concorrem a uma vaga na Câmara Federal ou na Assembleia Legislativa. Falta tempo de TV e espaço na mídia para boa parte dos candidatos a deputado federal e estadual e, por isso, toda eleição, há aqueles que buscam se destacar em meio à multidão de concorrentes por meio de nomes ou roupas extravagantes. Neste ano, claro, a situação não é diferente no Rio Grande do Norte, como mostra um levantamento feito pel’O Jornal de Hoje com base em informações disponíveis sobre as candidaturas no DivulgaCand 2014, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
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Exemplo? “Edson Xaxá”, comerciante mossoroense que é candidato a deputado estadual pelo PSDC, ou “Bolinha”, servidor público estadual de Martins, do PCB. Na concorrência pela Assembleia Legislativa, dos 271 candidatos, destaca-se também: “Irmão Cícero da Rádio”, filiado ao PSOL, e “Samoel Xaropinho”, funcionário de almoxarife e filiado ao PT.
Outro que chama atenção na lista de concorrentes a Assembleia Legislativa é Edilson Honório da Silva, popularmente conhecido como Marrom, candidato pelo PRB, Damião Elias Fernandes, o “Damião Potência”, comerciante e candidato pelo PSDC. E o que falar de “Carlos Vendedor”, representante comercial de Acari, mais um do PSDC.
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“Vendedor”, por sinal, é um dos que coloca no nome de campanha o nome a profissão que exerce, como forma de chamar a atenção. Essa técnica foi usada também por Luciano Moura da Consertec, do PV de Jucurutu; “Eleázaro, o Enfermeiro Amigo”, técnico de enfermagem do PSDC; Israel do Sindicato, vigilante do PRB, e Lucas Tur, do PSC. E pelos músicos, “Tom Sertanejo”, cantor e compositor filiado ao PSC, e “Amazan”, que também é empresário e filiado ao PSD.
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GORDINHO, BANDIDO E POP SHOW
A profissão não é a única técnica utilizada por aqueles que querem se destacar entre a multidão de candidatos. Há também aqueles que usam os apelidos adquiridos pela mídia como forma de se destacar e criar uma identificação com o leitor. Tipo: poucos conhecem Lucenildo Alexandre de Azevedo, mas vários sabem quem é o Gordinho da Mercato, que ganhou fama estadual por se revoltar contra um suposto mau trato praticado pelo desembargador do Tribunal de Justiça, Dilermano Mota. Pois é: ele agora é candidato a deputado federal, levantando a bandeira da indignação como linha de campanha.
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O Gordinho da Mercatto, que é filiado ao PRTB, não é o único que se destaca na disputa pela Câmara Federal tendo, a seu favor, um “vídeo amador” gravado e compartilhado pelas redes sociais. O ex-candidato a vereador de Caicó, Cícero Vale da Silva, ou Cicão Bandido (PHS), também tem esse perfil. A gravação da prisão dele durante um protesto (colocou carcaças de animais em frente a Cohab de Caicó para reclamar da demora no abastecimento) rodou o RN e o fez celebridade, com centenas de apoiadores.
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Nessa mesma situação de Cição e do Gordinho está Rivaldo Feliz de Lima, popularmente conhecido como Rei Pop Show, do PSH. O “sucesso” dele, no entanto, não foi graças a um vídeo amador. Foi devido à participação no programa “Lata Velha”, do global de Luciano Huck. Lá, Pop Show mostrou sua arte – e humildade – para todo o Brasil e, agora, tenta colher os frutos, que vão além da recuperação do carro velho.
Além desses midiáticos, também também o popular delegado Lucena, da Polícia Civil, que já trabalhou em diversas regiões do Estado e estava, recentemente, na DP de Ponta Negra. Além dele, outro membro da segurança pública na concorrência é o Sargento Sérgio Pastel, Policial Militar e filiado ao PSL. Por fim, Eliel do Gás, do PTN, completa a lista de nomes esquisitos.
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Alias, nomes novos e esquisitos, porque alguns antigos estão novamente na disputa. É o caso do Xeique Humberto, do PTC, que já foi candidato a prefeito de Natal e, vestido com a roupa de um xeique, prometeu leite encanado para os mais humildes. Miguel Mossoró, que também já concorreu ao executivo municipal e ao estadual prometendo a ponte entre Natal e Fernando de Noronha, também será candidato. Este pelo PTC.
HOMÔNIMOS
O ex-senador Garibaldi Alves e o atual ministro da Previdência Social, Garibaldi Alves Filho, destaca-se, não estão na disputa eleitoral deste ano. Contudo, se alguém pesquisar no DivulgaCand o nome “Garibalde”, encontra. Trata-se de Garibalde Leite, candidato a deputado estadual pelo PPS, que se enquadra na extensa lista de homônimos da Eleição 2014.
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Há também Ary Gomes, que não é o vereador de Natal de mesmo nome. O Ary candidato a deputado estadual é de Santa Cruz, comerciante e do PSDB. Além dele, há outro quase homônimo: Betinho Rosado Segundo. Filho do deputado federal Betinho Segundo, este é candidato a deputado estadual e foi, recentemente, secretário da gestão da ex-prefeita Cláudia Regina, em Mossoró.

GOVERNO DO RN PAGA DIA 31

O parcelamento do salário é um absurdo.

De acordo com informações colhidas na tarde desta terça-feira (29).

O pagamento dos servidores estaduais começa na quinta-feira (31), nesse dia será creditado o pagamento de todos os servidores da Segurança, Saúde e Educação (inclusive UERN), independentemente do valor do salário, que representam um total de 58.987 servidores.

Será pago ainda no dia 31 aos servidores das demais secretarias e dos outros órgãos que recebem até 2.000,00

No dia 10 de agosto, os servidores que ganham acima de R$ 2 mil líquidos.

A direção do SINSP repudia o atraso no pagamento dos servidores estaduais pelo 11° mês consecutivo. Essa atitude de desrespeito por parte do governo Rosalba Ciarline só vem demonstrar a falta de respeito com o funcionalismo público estadual.

terça-feira, 29 de julho de 2014

MESÁRIO PODE TER ISENÇÃO DE TAXA DE CONCURSO EM NATAL E NO ESTADO DO RN

O Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN) vem desenvolvendo a Campanha de Mesário Voluntário, com o intuito de garantir a presença de mesários interessados em participar do pleito eleitoral e, para tal, tornou esta Campanha uma ação permanente da Justiça Eleitoral do Rio Grande do Norte.
O TRE-RN está chamando o eleitor a ser partícipe da condução do pleito eleitoral no seu momento mais decisivo e crucial, em que não basta somente a força de trabalho dos juízes e promotores eleitorais, servidores, policiais, dentre outros servidores, mas também a preciosa parceria de cidadãos que, nas mesas receptoras de votos, representam a própria Justiça Eleitoral e prestam inestimável serviço à Sociedade.
A Campanha destina-se aos servidores públicos, professores, universitários, alunos do ensino médio (18 anos completados até a data da eleição) e demais cidadãos que tenham interesse em colaborar com a Justiça Eleitoral.
Veja os principais benefícios em ser um mesário voluntário:
  • Isenção em concursos Públicos no RN
Os mesários do Rio Grande do Norte terão isenção no pagamento de taxas de inscrição em concursos públicos no âmbito estadual e do município do Natal, conforme aprovação das Leis 6.336/2012 (Municipal) e 9.643/2012 (Estadual).
De acordo com as leis, poderão receber o benefício os cidadãos que trabalharem nas eleições político-partidárias como componentes de mesa receptora de voto ou de justificativa, nas seguintes condições: presidente de mesa, primeiro ou segundo mesário ou secretário, membro ou escrutinador de Junta Eleitoral, supervisor de local de votação, e designados para auxiliar os trabalhos, inclusive aqueles destinados à preparação e montagem de votação.
Para ter direito à isenção, o eleitor convocado deverá comprovar o serviço prestado à Justiça Eleitoral, por, no mínimo, duas eleições, consecutivas ou não. Além disso, o benefício terá validade de quatro anos, a partir da data em que o eleitor trabalhar nas mesas receptoras de votos.
Agora, com os benefícios estendidos a todos os mesários do Rio Grande do Norte, os eleitores terão um atrativo a mais para participarem da condução das eleições, auxiliando o Tribunal Regional Eleitoral no seu período mais decisivo, em que não basta somente a força de trabalho dos juízes e promotores eleitorais, servidores, policiais, dentre outros servidores, mas também a valiosa parceria dos cidadãos.
Ser mesário já é considerado como critério de desempate em concursos públicos para provimento de cargos efetivos no âmbito dos tribunais regionais eleitorais. Outras vantagens de ser mesário são: dispensa do trabalho pelo dobro dos dias de convocação, sem prejuízo do salário, mediante declaração expedida pela Justiça Eleitoral; e, caso seja estudante de universidade e/ou faculdade conveniada, as horas trabalhadas para a Justiça Eleitoral poderão ser convertidas em atividades complementares.
  • Aproveitamento de horas na Faculdade/ Universidade
O TRE/RN firmou convênio com as Instituições de Ensino Superior (IES), com vistas à utilização de horas trabalhadas nos pleitos eleitorais como atividades extracurriculares, em até 25 horas/aula:
05 horas – em razão da participação do estudante universitário em treinamento para mesários.
10 horas – em face do trabalho realizado pelo estudante universitário como mesário no 1º turno da eleição.
10 horas – pelo desenvolvimento das funções de mesário no 2º turno pelo estudante universitário.
O benefício pode ser ampliado a critério da universidade
Instituições conveniadas:
  • UNIVERSIDADE POTIGUAR (UnP): Convênio nº 02/2012-TRE/RN;
  • CENTRO UNIVERSITÁRIO DO RIO GRANDE DO NORTE (UNI-RN): Convênio nº 03/2012-TRE/RN;
  • FACULDADE NATALENSE DE ENSINO E CULTURA (FANEC): Convênio nº 04/2012-TRE/RN;
  • UNIVERSIDADE ESTADUAL DO RIO GRANDE DO NORTE: Convênio nº 05/2012-TRE/RN;
  • SOCIEDADE UNIVERSITÁRIA DE EXCELÊNCIA EDUCACIONAL DO RIO GRANDE DO NORTE (FATERN); Convênio nº 06/2012-TRE/RN;
  • INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLOGICA DO RIO GRANDE DO NORTE (IFRN): Convênio nº 07/2012-TRE/RN.

Estamos esperando por você! Venha ver de perto como se faz uma eleição!!!

Acesse:

domingo, 27 de julho de 2014

SISTEMA ELEITORAL DO BRASIL PODE SER FRAUDADO


URNA ELETRÔNICA É CONFIÁVEL?       Um computador, por mais protegido que esteja, é potencialmente vulnerável a vírus e invasões cujos métodos se aperfeiçoam na mesma proporção dos aplicativos protetores. Desconfio que algumas empresas proprietárias de antivírus mantêm um setor específico para criar os que elas próprias, depois, vão eficientemente combater. É a melhor explicação que encontro para a propagação dessa praga cibernética.
       A urna eletrônica usada nas eleições do Brasil é semelhante a um micro. É programada por seres humanos e seu software é alterável de acordo com as peculiaridades de cada pleito. Por ser programável pode sofrer a ação de maliciosos que queiram alterar resultados em seus interesses e modificar o endereço do voto com mais facilidade do que se inocula um vírus no seu micro via Internet. Além disto, pode desvendar nosso voto, pois o número do título é gravado na urna na mesma ocasião e fica a ela associado.
       Há várias formas de se fazer isto. Por exemplo: é possível introduzir um comando que a cada cinco votos desvie um para determinado candidato mesmo que o eleitor tenha teclado o número de outro.
       Talvez eventuais alterações maliciosas sejam possíveis de serem detectadas a posteriori. Mas descobrir a fraude depois de ocorrida não adianta. O importante é prevenir.
       A preocupação com a vulnerabilidade da urna eletrônica é antiga. Pode ser acompanhada no site Voto Seguro, mantido por técnicos especializados, engenheiros, professores e advogados que defendem que a urna eletrônica virtual - que não registra em apartado o voto do eleitor e que será usada nas próximas eleições - admite uma vasta gama de possibilidades de invasões, sendo definitivamente insegura e vulnerável.
Recentemente o engenheiro Amílcar Brunazo Filho (especialista em segurança de dados em computador) e a advogada Maria Aparecida Cortiz (procuradora de partidos políticos) lançaram o livro "Fraudes e Defesas no Voto Eletrônico" (capa acima), pela All Print Editora, no mínimo inquietante. Mesmo para os não familiarizados com o informatiquês ele é claro e transmite a idéia de que as urnas eleitorais brasileiras podem ser fraudadas.
       São detalhados os vários modos de contaminação da urna e se pode depreender que, se na eleição tradicional, com cédulas de papel, as fraudes existiam, eram também mais fáceis de ser apuradas porque o voto era registrado. Agora não. O voto é invisível e, como diz o lema do Voto Seguro: "Eu sei em quem votei, eles também, mas só eles sabem quem recebeu meu voto", de autoria do engenheiro e professor Walter Del Picchia, Professor Titular da Escola Politécnica da USP.
       O livro detalha a adaptação criativa de fraudes anteriores, como o voto de cabresto e a compra de votos, e outros meios mais sofisticados, como clonagem e adulteração dos programas, o engravidamento da urna e outros. Além das fraudes na eleição, são possíveis fraudes na apuração e na totalização do votos.
O livro demonstra que a zerésima - um neologismo para a listagem emitida pela urna antes da votação e na qual constam os nomes dos candidatos com o número zero ao lado, indicando que nenhum deles recebeu ainda votos, na qual repousa a garantia de invulnerabilidade defendida pelo TSE -, ela própria pode ser uma burla porque é possível se imprimir qualquer coisa, como o número zero ao lado do nome do candidato, e ainda assim haver votos guardados na memória do computador (página 27).
       O livro não lança acusações levianas. Explica como as fraudes podem ocorrer e ao mesmo tempo apresenta soluções, ao menos parciais, como o uso da Urna Eletrônica Real - que imprime e recolhe os votos dos eleitores em compartimento próprio - ao contrário da urna eminentemente virtual, que não deixa possibilidade de posterior conferência.
       O mais instigante é que os autores e outros técnicos e professores protocolizaram no TSE pedidos para efetuar um teste de penetração visando demonstrar sua tese e isto lhes foi negado, apesar da fundamentação usada.

 Mas depois que se descobriu que o Poder Judiciário não é imune à corrupção - veja-se o caso de Rondônia - nada é impossível, principalmente em matéria eleitoral. Por isto é incompreensível a negativa do TSE em admitir o teste requerido e, o que é pior, insistir em utilizar a Urna-E Virtual com apoio na Lei n. 10.740/03, aprovada de afogadilho e sem o merecido debate, ao invés da mais segura Urna Eletrônica Real.
       Se não é certo, em Direito, dizer que quem cala consente é, todavia, correto dizer que quem obsta o exercício de um direito é porque tem algo a esconder. Ou, por outra, que há alguma coisa que aconselha a ocultação. Ou porque - e agora estou me referindo ao caso concreto - se intui que pode haver algo de podre no seio da urna eletrônica que poderia provocar severas desconfianças às vésperas do pleito. 
 

veja o vídeo abaixo