LAGOA DE MONTANHAS

LAGOA DE MONTANHAS

quarta-feira, 16 de maio de 2012

JUSTIÇA MANDA PREFEITURA PAGAR O PISO

Professores do município de Várzea vão ao Ministério Público em busca de reajuste do Piso Salarial do Magistério, a audiência aconteceu na tarde desta segunda-feira, 14 de maio na comarca de Santo Antônio/RN. A reivindicação foi feita pelos professores, Conceição, Josineide, José Nildo e Zélia ao Ministério Público. 
A pedido dos professores, o Promotor de Justiça da Comarca de Santo Antônio, Vinícius Lins Leão Lima convocou, o representante do executivo municipal e os professores citados acima para uma audiência. Durante a audiência a prefeitura de Várzea apresentou a proposta do pagamento do reajuste de 22,22% do Piso Salarial do Magistério em três parcelas, 7% no mês de maio e o restante dividido em mais dois meses consequentes. 

Segundo informações dos professores o pagmento do piso será efetuada a partir de maio sem o retroativo. Pelas regras o piso deve ser reajustado anualmente a partir de janeiro.

ASSALTO A LOTÉRICA

A casa lotérica da cidade da cidade de Serrinha/RN foi assaltada por volta das 08:00 hs da manhã desta terça-feira (15). Dois homens armados chegaram à lotérica surpreenderam os clientes, renderam o caixa e roubaram um valor não divulgado.

Além do dinheiro do Caixa os assaltantes levaram um carro de um cliente, durante a fuga os assaltantes abandonaram o veiculo próximo a cidade e fugiram em outro carro.

Em apenas dois dias, ocorreram dois assaltos na cidade de Serrinha. Na madrugada do domingo (13) o comerciante conhecido por Carlos Aguiar foi surpreendido por assaltantes dentro da sua residência. Os assaltantes levaram todo o dinheiro que estava com a vitima.

ALUNO PODERÁ SABER AS QUESTOES DO ENEM

O ministro da Educação Aloizio Mercadante afirmou que todas as questões possíveis do Exame Nacional do Ensino (Enem) serão abertas aos interessados quando o Banco Nacional de Itens chegar a 50 mil. “Se algum aluno decorar as respostas para as 50 mil, ótimo, queremos ele na universidade”, disse no Congresso Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) em São Bernardo do Campo.
De acordo com ele, um mutirão eletrônico foi feito entre as 36 universidades federais “fortaleceu muito o banco de questões”. “A experiência foi tão bem sucedida que vamos repetir”, disse. No entanto, antes de serem usadas, as questões têm que passar por pré-testes como o que resultou no vazamento das perguntas do Enem de 2011. “A Teoria de Resposta ao Item sempre vai exigir o pré-teste, mas nós vamos agilizar isso também.”
O Ministério da Educação afirma ter 6 mil questões disponíveis para uso no Enem, mas o vazamento de uma prova com 14 questões idênticas as que foram aplicadas no teste colocou em dúvida se todas estariam o volume realmente seria este. Apesar da promessa da liberação de questões, Mercadante não fez previsões de quando isso ocorrerá.
Prova para professores
Mercadante também prometeu lançar ainda no segundo semestre de 2012 o edital da Prova Nacional para Ingresso de Docentes para aplicar o exame em 2013. O teste, que deve ajudar os municípios substituindo concursos simultâneos e custos em cada cidade, estava prometido para este ano, mas como adiantou o iG, o processo está atrasado.
Gafe no discurso
Na maior parte de sua exposição sobre os planos do MEC, Mercadante foi aplaudido, mas também arrancou gritos de queixas. Ao falar da como o País precisa formar mais médicos, citou um déficit de 9 mil vagas no ensino superior e disse que seria difícil sanar o problema. “Não tem como formar tantos médicos só com as universidades federais e boas públicas. E médico é coisa séria que não se pode formar de qualquer jeito”, disse a plateia de dirigentes educacionais composta praticamente por professores e que lida com o problema da falta de docentes bem preparados.
Entre as que reclamaram estava a secretária municipal de Educação de Aparecida do Taboado, em Mato Grosso do Sul, Maria Célia Souto Alvarez. “Se o médico salva vidas, o professor estrutura mentalidades, forma a cabeça”, comentou. “Um médico ganha oito, dez vezes mais que um professor e ainda tem uma formação que dificulta o trabalho. Os municípios não têm dinheiro para suprir a formação que não é dada na faculdade.”

VEJA OS 10 CARROS MAIS BARATOS DO BRASIL

Foto: Ford Veja mais fotos
Ford Ka (R$ 23.600) ? Modelo anda bem, mas acabamento é fraco
O preço mais baixo é talvez o chamariz de venda mais eficiente do mercado automobilístico brasileiro, que é abastecido basicamente de veículos compactos populares. São automóveis simples e de desempenho fraco, sem nenhum arrojo visual e quase sempre mal equipados. Mesmo assim caem nas graças do povo.
A lista dos 10 carros mais acessíveis à venda no Brasil é composta por modelos que não empolgam praticamente sob nenhum aspecto, exceto quando o assunto é economia. Mesmo assim, há quem prefira essa alternativa a ficar a pé. Confira a lista:
1 – Ford Ka (R$ 23.600)
Recém chegado ao primeiro posto com uma vantagem de R$ 50 em relação ao segundo colocado, o Ford Ka é, digamos, um projeto que já “se pagou”, pois a marca consegue apostar em valores mais baixos e competitivos com o produto. Lançada em 2008, a segunda geração do compacto vendido no Brasil tem boa dirigibilidade e mecânica 1.0 eficiente, sobretudo no consumo de combustível, mas deixa muito a desejar na qualidade do acabamento e no nível de equipamentos de série.
2 – Fiat Mille (R$ 23.650)
O antigo Uno, hoje Mille, segue firme e forte entre os “baratinhos” do mercado. Projeto antiquado, mas ainda inteligente, o clássico compacto da Fiat ainda é um dos ponteiros quando o assunto é ergonomia, bom aproveitamento do espaço interno e munido do suporte de uma enorme rede de concessionárias por todo país.
3- Effa M100 (R$ 24.980)
O “milagre” dos carros chineses não é o preço baixo, mas sim este valor inferior aliado a um veículo muito bem equipado. O Effa M100, o chinês mais barato à venda no Brasil, já traz de fábrica freios ABS, airbag duplo frontal, ar-condicionado, vidros elétricos, rádio, além de ter quatro portas. A qualidade do produto, entretanto, é altamente questionável, apesar de seu visual ser até agradável – quem assina o design é o estúdio italiano Bertone. Outro ponto fraco do carro é a defasada rede de lojas da Effa, ainda se estabelecendo.
Effa M100
Divulgação
O chinês Effa M100 vem equipado, mas a qualidade de sua construção não é das melhores
4- Chery QQ (R$ 24.990)
Cópia do coreano Daewoo Matiz, o Chery QQ se dá bem justamente por isso. Outro projeto chinês de qualidade questionável, o compacto ao menos é um carro inteligente do ponto de vista de mobilidade urbana e ergonomia. Seu atrativo, a exemplo do M100, são os equipamentos de série, cuja lista inclui itens de segurança e conforto que nos modelos nacionais são (caros) opcionais, isso quando são oferecidos. O motor 1.1, porém, funciona apenas com gasolina e o rendimento é fraco.
5- Renault Clio (R$ 25.300)
Pode se dizer que o Clio, apesar de não ser novidade, é um suspiro de design diferenciado na categoria dos carros baratos. De origem francesa, o modelo é bem desenhado por fora, mas por dentro fica devendo mais espaço para os passageiros do banco traseiro e bagagem. A versão de entrada, Campus, traz poucos itens de série, mas agrada com o desempenho do motor 1.0 flex de até 77 cv, de baixo consumo.
Renault Clio
Renault
O Clio é um carro popular com design mais ousado; traz também um bom motor, mas é mal equipado
6 – Chevrolet Celta (R$ 26.008)
Modelo de entrada da GM no Brasil, o Celta possui um dos motores 1.0 flex mais confiáveis e eficientes da categoria (77 cv) e um desempenho razoável muito por conta de sua carroceria leve (860 kg). Espaço e acabamento interno, em contrapartida, são os pontos fracos do carro, assim, mais uma vez, como a pequena lista de equipamentos. Por outro lado, a rede de manutenção transmite mais segurança.
7 – Fiat Uno (R$ 26.880)
A nova geração do Uno – o antigo virou Mille em definitivo – é um dos automóveis mais avançados de sua categoria e ainda pode ter seu visual incrementado com diferentes combinações de adesivos pela carroceria. O motor 1.0 Fire Evo também apresenta bom rendimento e o interior tem espaço razoável e acabamento que “dá para o gasto”. Outro ponto positivo do carro é seu baixo valor de manutenção e o bom apoio da rede.
Fiat Uno
Fiat
O Uno é dos poucos modelos populares que oferecem a opção de personalização externa
8 – Volkswagen Gol Ecomotion (R$ 26.960)
O projeto já está mais do que cansado, mesmo assim o Gol (o G4) continua sendo um dos carros mais destacados entre os modelos mais baratos do mercado brasileiro. A versão Ecomotion, como bem diz o nome, apela para lado da ecologia com recursos para reduzir o consumo de combustível: são detalhes de motor, câmbio, aerodinâmica, pneus... Com gasolina o modelo pode rodar mais de 18 km por litro.
9 – Chevrolet Classic (R$ 27.573)
Único sedã da lista, o Classic é a opção mais em conta para quem precisa de um automóvel com porta-malas mais avantajado. O bagageiro leva 390 litros, deixando para trás o aperto dos compactos. A mecânica é a mesma do Celta (motor 1.0 flex VHC E) apesar do veículo ser uma variação do antigo Corsa (modelo B de 1994), que era um bom carro. O suporte da Chevrolet por todo país ainda é outro atrativo.
Chevrolet Classic
GM
O porta-malas é a grande vantagem do Classic: o compartimento leva até 390 litros
10 – Nissan March (R$ 27.790)
A lista dos mais barato, quem diria, tem até um carro japonês. O March, importado do México isento do IPI elevado, é um dos carros mais atuais da categoria e a marca ousa em sua estratégia de vendas. O compacto da Nissan na versão de entrada já vem equipado com airbag duplo frontal, direção com assistência elétrica e computador de bordo, itens, como vimos, que raramente aparecem nesse segmento.

BUROCRACIA ATRAPALHA PREFEITURAS




Benes, que está em Brasília participando da 15ª Marcha dos Prefeitos, defende urgência na adoção das medidas. Foto: Ana Amaral/DN/D.A Press
Agricultores perdendo toda a produção, pecuaristas vendendo o gado a preço de banana. Desespero dos gestores. Essa é a situação atual do interior do Rio Grande do Norte, onde os municípios passam por um momento de estiagem. Pelo menos 139 das 167 cidades do Estado já declararam estado de emergência. De acordo com o presidente da Federação dos Municípios do Rio Grande do Norte (Femurn), Benes Leocádio (PMDB), há excesso de burocracia para a liberação dos recursos destinados a amenizar os efeitos da seca.

Benes leocádio disse, em entrevista ao Diário de Natal, direto de Brasília, onde se encontra participando da 15ª Marcha dos Prefeitos, que a situação de emergência não pode esperar até que a burocracia seja vencida para ser resolvida. "A situação é de calamidade, como todo mundo já sabe. Os municípios passam por uma situação crítica. A preocupação é com as medidas tomadas para resolver os problemas. Existe um excesso de burocracia que atrapalha na liberação de recursos. As pessoas que estão na zona rural precisando de um carro-pipa não podem passar um mês esperando sair a liberação", reclamou.

Leocádio enfatizou que a urgência nas providências para amenizar os prejuízos da estiagem é o principal pleito dos prefeitos nesta área. Mas, destacou também que o governo do estado e o Planalto têm se mobilizado para atender os municípios. Ele informou que amanhã será realizada uma reunião dos gestores municipais com o Banco do Nordeste para debater a liberação de recursos para as cidades em estado de emergência. O presidente da Femurn cobrou que o Exército volte a fornecer água por meio dos carros-pipa, que, segundo ele, estão parados há dois meses.

Além da burocracia rotineira, os municípios potiguares em estado de emergência enfrentarão mais um problema para viabilizar os recursos. De acordo com lei sancionada neste ano, só poderão receber o dinheiro as prefeituras que criarem suas respectivas coordenadorias de Defesa Civil. Até o momento, pouco mais de 20% das cidades em emergência se regularizaram. "Essa lei foi criada neste ano. Não temos como regularizar a situação da noite para o dia. Os municípios estão providenciando os requisitos necessários", assegurou.

Enquanto os prefeitos cobram urgência na liberação, o Tribunal de Contas do Estado (TCE) e o Tribunal de Contas da União (TCU) estarão atentos para a fiscalização do uso dos recursos destinados aos municípios em estado de emergência. Os órgãos informaram que atuarão em conjunto, com o objetivo de evitar que o dinheiro público seja desviado de sua finalidade. Os recursos provenientes dos governos federal e estadual terão destinação específica para obras de combate à seca e não poderão ser desviados para outras atividades, principalmente para contração de bandas e de cantores famosos na época dos festejos juninos.

DIVULGADA ARBITRAGEM PARA JOGOS DE ABC E AMÉRICA

A Confederação Brasileira de Futebol divulgou nesta terça-feira, a arbitragem para a primeira rodada da Série B que começa nesta sexta-feira.

Na estreia do ABC diante do Ipatinga, na sexta às 21h em Minas Gerais, o árbitro será Marcelo Aparecido, da Federação Paulista.

O jogo do América que enfrenta o Goiás no Nazarenão às 16h do sábado terá arbitragem de Francisco Almeida, da Federação Cearense.

domingo, 13 de maio de 2012

ACASO


ACASO

"Cada um que passa em nossa vida,
passa sozinho, pois cada pessoa é única
e nenhuma substitui outra.
Cada um que passa em nossa vida,
passa sozinho, mas não vai só
nem nos deixa sós.
Leva um pouco de nós mesmos,
deixa um pouco de si mesmo.
Há os que levam muito,
mas há os que não levam nada.
Essa é a maior responsabilidade de nossa vida,
e a prova de que duas almas
não se encontram ao acaso. "

ELE LEVA UMA PARTE DE MIM - DIZ MÃE DOADORA

Lucas Soares e Tiago Campos Do G1 Sul de Minas
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Até onde vai o amor de uma mãe por um filho? Para a maioria delas, não há limites. Em Córrego do Bom Jesus (MG), uma mãe doou o próprio rim para o filho. A cirurgia vai completar 7 anos no próximo mês de julho.
Na época, aos 33 anos, o então pintor Clodoaldo Antônio da Costa descobriu que sofria de insuficiência renal crônica. Exames apontaram a compatibilidade do pai, da mãe e de uma irmã mais velha. A matriarca da família, dona Vera Lúcia Finamor Costa, pediu para ser a escolhida e coube a ela salvar a vida do filho.
"Eu queria que fosse o meu rim, eu queria salvar a vida dele. Eu fui para a cirurgia como se eu fosse para uma festa, porque sabia que eu poderia salvá-lo", conta dona Vera, que além de quatro filhos, tem oito netos e um bisneto. O fato de a mãe ser a doadora deixou o filho mais tranquilo. "Eu me senti mais seguro por ser ela, até a hora da cirurgia nós só conversamos coisas boas", diz Clodoaldo.
Dona Vera e o filho Clodoaldo: transplante que salvou a vida dele. (Foto: Lucas Soares / G1)Dona Vera e o filho Clodoaldo (Foto: Lucas Soares / G1)
Hoje, Clodoaldo continua fazendo o acompanhamento médico, mas leva uma vida normal. Os medicamentos o acompanham por todos os dias e ele não tem como esquecer do órgão transplantado. "É interessante que o rim transplantado fica bem rente à pele. Eu o sinto bem próximo de mim", diz o filho.
Dona Vera leva uma vida normal após a cirurgia. Ela está bem e continua fazendo tudo o que costumava fazer antes da operação. A mãe compreendeu que ter salvo a vida do filho foi um ato mais simples do que se pensava.
Eu queria que fosse o meu rim, eu queria salvar a vida dele"
Vera Lúcia Finamor Costa, dona de casa
Junto com a mãe, Clodoaldo promove uma campanha por escolas e associações de cidades do Sul de Minas em favor da doação de órgãos. O trabalho resultou em leis municipais aprovadas em cidades como Poços de Caldas (MG) e Cambuí (MG), que instituiu a discussão em disciplinas da rede municipal de ensino. Segundo ele, o transplante transformou sua vida.
"Hoje, tenho uma vida muito mais ativa. Trabalho com música, que é o que eu gosto, sou secretário em Senador Amaral (MG) e faço trabalho voluntário em hospitais. Trabalho bem mais do que antes. Não tem gratidão no mundo que pague o que ela me proporcionou", diz ele.
Clodoaldo Antônio da Costa durante as sessões de hemodiálise. (Foto: Arquivo Pessoal)Clodoaldo Antônio da Costa durante as sessões
de hemodiálise. (Foto: Arquivo Pessoal)
Satisfeita por ver o filho bem, hoje dona Vera lembra dos tempos de doença e de sufoco com bom humor. "Por onde ele vai, ele leva uma parte de mim", diverte-se a dona de casa.
Às vésperas do Dia das Mães, o que será que a Dona Vera espera receber  de presente?
"Só de ver que ele está vivo, que ele está aqui bem, já é o meu maior presente", diz a mãe orgulhosa.

MULHERES DOMINAM O CAMPO

Quase metade da população brasileira titular de terras da reforma agrária é do sexo feminino. O levantamento mais recente do Sistema de Informação do Programa de Reforma Agrária (Sipra), do Instituto de Colonização e Reforma Agrária (Incra), autarquia vinculada ao Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), aponta que o percentual de mulheres ultrapassa os 48% do total dos beneficiários entre os anos 2008 e 2010. Até o começo dos anos 2000, apenas 13% das assentadas tinham o título do lote.
Alex RégisComo titulares, as mulheres têm conseguido se beneficiar com políticas públicas para produzir melhor e venderComo titulares, as mulheres têm conseguido se beneficiar com políticas públicas para produzir melhor e vender

O índice é reflexo de duas normatizações instituídas há menos de dez anos: a portaria nº 981/2003, publicada pelo Incra, que estabelece como obrigatória a titulação conjunta dos lotes da reforma agrária para homens e mulheres em situação de casamento ou de união estável, e a Instrução Normativa nº 38/2007, também do Incra, que ajusta os procedimentos e instrumentos de inscrição de candidatas ao Programa Nacional de Reforma Agrária. As medidas jurídicas asseguraram a participação delas, independentemente do estado civil, priorizando o acesso às chefes de família, e elevaram o índice de atuação das mulheres em aproximadamente quatro vezes.

A implementação rápida da portaria nº 981 garantiu à produtora rural Francisca Antonia de Lima Carvalho, a Kika do assentamento Lajes do Meio, em Apodi, no Território da Cidadania do Sertão do Apodi (RN), dividir com o marido mais do que as responsabilidades de um lar. Desde o primeiro ano de vigência da norma, ela também compartilha o direito do registro da terra, onde o casal vive com os dois filhos de 7 e 11 anos. "Era uma luta de muitos anos das mulheres. A titularidade conjunta mostra para a sociedade que as mulheres também são capazes de assumir um lote, uma casa", afirma Kika.

Moradora do assentamento há 13 anos, Kika diz que a titulação conjunta é uma realidade para as mulheres de sua região. "Aqui, no município de Apodi, temos 15 assentamentos da reforma agrária e todas as titularidades aqui são conjuntas".

Atualmente, Kika e outros moradores do assentamento produzem mel e criam ovinos e bovinos. No total, 23 famílias rurais assentadas participam da produção. Além do consumo interno, a criação permite ao grupo comercializar os produtos para o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e para duas cooperativas da cidade - a Cooperativa da Agricultura Familiar de Apodi (Cooafap) e a Cooperativa Potiguar de Apicultura e Desenvolvimento Rural Sustentável (Coopap).

Kika observa que o cenário agora é bem diferente do encontrado no início do assentamento, quando somente os homens da comunidade podiam movimentar a produção e decidir pela comunidade. "Agora, nós tivemos acesso à terra e depois aos programas do governo, como o Pronaf A, o Projeto Dom Helder Camara, que nos acompanha com assistência técnica. Com isso, já conseguimos acessar o Crédito Apoio Mulher", comemora.

Dispositivo assegura direito em caso de divórcio

Alinhada ao Código Civil brasileiro, a regulamentação da portaria apresenta ainda um dispositivo que assegura o direito da terra à mulher nos casos de divórcio, desde que possua a guarda dos filhos. Foi o que ocorreu com Francisca Eliane de Lima, de 39 anos, instalada no Projeto de Assentamento Mulunguzinho, no município de Mossoró (RN). Conhecida na região como Neneide, a agricultora se divorciou em 2008. Desde então, é a única titular da terra onde vive há 21 anos, idade da filha do meio que mora com ela e o  irmão mais novo de 17 anos. "Nós, que vivemos em área de assentamento, sabemos da dificuldade da participação das mulheres dentro da comunidade. A titulação da terra proporcionou desde essa intervenção dentro do assentamento até o acesso às políticas públicas de comercialização e de crédito oferecidas pelo governo", conta Neneide. Hoje, ela cultiva milho, feijão, hortaliças e cria caprinos, ovinos e abelhas, juntamente com as outras 111 famílias de agricultores rurais de seu assentamento.

A produção total da comunidade de Mulunguzinho é dividida entre o consumo das próprias famílias da comunidade e a comercialização para alguns projetos, como os programas Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e o de Aquisição de Alimentos (PAA) e a Rede de Comercialização Solidária Xiquexique - organização formada por agricultores rurais de 12 municípios da região. Além da oferta em feiras e comércios próximos.

Na avaliação da coordenadora do Programa de Organização Produtiva de Mulheres Rurais, da Diretoria de Políticas para as Mulheres Rurais (DPMR/MDA), Analine Specht,  a atuação ativa das mulheres no processo de titulação de terras e também nas organizações produtivas das áreas assentadas é uma grande conquista para o gênero. "O meio rural é um universo que visibiliza mais os homens. Privilegia que os homens acessem as políticas públicas, principalmente, quando a gente trata do tema terra. Conseguir, em muito pouco tempo, ter tantas mulheres acessando e passando a ser, aproximadamente, 50% da composição demonstra que de fato a portaria conseguiu cumprir seu propósito".

Analine Specht explica ainda que as ações do MDA para assegurar a titulação de terras às mulheres são iniciadas em outro programa do Ministério - o Programa Nacional de Documentação das Trabalhadoras Rurais (PNDTR). São mutirões itinerantes, que percorrem as zonas rurais de todo o país, para emitir gratuitamente registros civis, trabalhistas e de acesso aos direitos previdenciários. Até 2011, o programa já havia atendido mais de 730 mil mulheres e emitido mais de 1,6 milhão de documentos. "Nossas políticas começam com o acesso à cidadania e se concluem com a geração de renda. O título do lote permite a inclusão das mulheres no programa de organização  produtiva, no acesso ao crédito e nas compras como o PAA e o PNAE. Então, se você não tem esse direito assegurado, você está excluída das políticas de organização produtiva, de comercialização, de desenvolvimento rural e todas as outras", destaca Analine.

PT APOIARÁ HENRIQUE ALVES


Aldair DantasMarco Maia, Presidente da Câmara dos DeputadosMarco Maia, Presidente da Câmara dos Deputados
O presidente da Câmara dos Deputados, deputado federal Marco Maia (PT-RS), veio ao Rio Grande do Norte para receber o título de Cidadão Natalense, quinta-feira (10) passada, e aproveitou para dialogar com militantes petitas e falar à imprensa sobre as intenções do partido para as eleições municipais deste ano. Patente ficou o fato de que o diretório nacional não deixará de interferir nos regionais quando vislumbrar cenários que favoreçam a aliança presidenta Dilma Rousseff (PT) e o pleito que ocorrerá em 2014. Nesta entrevista, ele falou sobre expectativas gerais em torno do pleito e tratou de não personificar a eleição, mesmo em Natal onde o PT dispõe de candidato próprio, o deputado Fernando Mineiro. Sobre a polêmica em Mossoró, deixou claro que o diretório nacional não tem uma decisão tomada. Para Marco Maia, o PMDB é aliado de peso, perene e sólido e o deputado Henrique Alves já pode contar com o apoio dos petistas para sucedê-lo na Câmara.